Sobre amontoado de casas
Pessoas de redemoinho
E sobre a cabeça pesa,
Tudo tudo o que cabe num bondinho.
Eu sou a irmã do sonho, o sonho alguém sonhou; alguém que me chamou, mas nunca me encontrou... Choro sem saber porquê; sei que alguém quer me ver... Alguém que nunca me viu, mas que ao sonho me pediu.
domingo, 3 de abril de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Verso do Nada a ver.
Ando meio nada a ver
Fazer sentido pra quê?
Pra você?!?
Mas nem que pague pra ver,
Nem que faça por merecer,
Nem que seja lindo de doer!
Ando meio nada a ver...
Meio sem nada a perder
Esbarrando nuns porquês
Validando alguns clichês
Validando alguns clichês
Pesquisando dociês
Ando meio nada a ver
Ando meio nada a ver
Tendo vida de dublê
Vendo o dia amanhecer
Procurando Perequê
Encontrando Pererês
Meio sem o que fazer...
Ando meio à mercê
...
E eu vou saber do quê?!?
quarta-feira, 9 de março de 2011
O melhor de escrever
O melhor de escrever é escrever assim:
Sem muito pensar, sem nada falar ou sem nada a dizer.
O melhor de escrever pode vir disfarçado de um pensamento cheio de elixir pra alma
Cheio de bobalheiras à toa
Vazio de discurso de Pedro, de Bial em noite de paredão
Pode vir inspirado por um, por dois, por muitos ou por alguém que se ache muito
O melhor de escrever não vem do muito ouvir, como se pensa
Ou pode até vir
Se assim o for, virá estruturado com cara de já se sabe onde vai dar
E nada mais sem graça do que saber do que se escrever...
Do que saber o que se vai viver...
Mas, e se assim não o for?
Ahhh, aí virá com graça
Com choro e com riso descontrolado de quem joga qualquer coisa ao vento só para ver retornar
Com o desespero de quem quer sair logo porque já quer chegar
O melhor de escrever é começar
É começar.... assim...
Sem pressa ou vontade de terminar....
Sem muito pensar, sem nada falar ou sem nada a dizer.
O melhor de escrever pode vir disfarçado de um pensamento cheio de elixir pra alma
Cheio de bobalheiras à toa
Vazio de discurso de Pedro, de Bial em noite de paredão
Pode vir inspirado por um, por dois, por muitos ou por alguém que se ache muito
O melhor de escrever não vem do muito ouvir, como se pensa
Ou pode até vir
Se assim o for, virá estruturado com cara de já se sabe onde vai dar
E nada mais sem graça do que saber do que se escrever...
Do que saber o que se vai viver...
Mas, e se assim não o for?
Ahhh, aí virá com graça
Com choro e com riso descontrolado de quem joga qualquer coisa ao vento só para ver retornar
Com o desespero de quem quer sair logo porque já quer chegar
O melhor de escrever é começar
É começar.... assim...
Sem pressa ou vontade de terminar....
terça-feira, 8 de março de 2011
O dia em que me faltou nobreza.
Me dei um comichão
Espertamente pintei-me o gato de botas à mente
“Ai que vontade de cutucar a Jana!
Ah, deixa pra lá; hoje eu vou ser nobre.”
Em um movimento involuntário franziram-me as sobrancelhas e apredrejei mil ali mesmo
Que coisa! Já disse que hoje eu vou ser nobre!
Descansei-me a cabeça sobre os punhos
E os cotovelos martelei na mesa
Elevei com um fio de nylon o lábio do lado direito enquanto um fino aço me surgiu da mão esquerda para impedir
Nobreza, nobreza! Gritou-me o palhaço.
Balancei a cabeça querendo amistar
Rolei os olhos para os lados para ver o que os demais faziam
Amistando, amistando.
Aí veio-me o que eu já previa:
A obviedade estúpida e crua disfarçada em um rosto prepotente vestida de gestos de uma bailarina gorda
Ah, um gato entrou-me pelo pé,
Atravessou-me o estômago – achei que fosse me sair pela boca
Arrepiou-me a espinha, levantou o rabo
Elevei-me o braço.
segunda-feira, 7 de março de 2011
HMMM?!?!
É isso mesmo. A irmã do sonho.
Escrevi o poema há uns quase 20 anos!! Estava ainda, há uns três, guardado numa agendinha que a minha mãe tinha - daquelas que a gente faz com a nossa foto quando pequeno e presenteia a pobre da mãe, que tem que mantê-la por 'sabelá' quanto tempo mais!!! -a minha mãe foi bem menos hipócrita que as outras (me perdoem as mães) e foi logo dizendo assim que eu perguntei da tal agendinha em que eu guardava as bobagens adolescentes: "Ah.... vou lá saber onde isso anda?!?" E lá se foi meu baú de lembranças adolescentes....
Bem, na época só escrevi 'A Irmã do sonho'; sem pensar muito no que estava rabiscando (só agora sei que especula-se que a irmã do sonho seja a MOOOOOORRRRTEEEE!!) Não, eu não gostava de vampiros. (Aliás, essa 'onda' "we shall die together and be burried in love in a nordic land" nem passava pelas nossas cabecinhass!!) Eu gostava muito de escrever e só. Ao final percebi que havia ficado encantada com o resultado de A Irmã do Sonho e pensei em guardar para, quem sabe, um dia publicar... Sonho arruinado pela minha mãe, digamos, nada apegada ao mundo material que eu mesma produzi - traumatizei, mãe!
Lembro de alguns trechos soltos de 'A Irmã do Sonho', tais como: (...)sonha em vê-la linda com seu vestido de rosas (ou cheiro de rosas), mas o final era arrebatador! Era mais ou menos assim: (...) um dia nos encontrar e quem sabe iremos, juntos, sonhar." Pensando bem, parece mesmo que eu falava da morte, não? Mas... "só escreveu isso, Si?" Não. Escrevi muito mais! Muito mais! Tudo na bendita agendinha, mãe! Lembro de algumas outras coisas: 'Eu sou o que em sua voz ressoa (não lembro mais nada desse...), 'Essa água que cai, limpa, dignifica, quebra o coração com eterna adoração... É incauta e mata. Mostre sua voz, veloz, e desça em forma de lágrima' (lembrei bastante desse aí!). Ah, tantos outros! Hoje alguns já parecem bem simples, mas eu passava boa parte do meu tempo me dedicando a colocar no papel (nossa, é mesmo!! Era no papel!) tudo o que eu pensava.
Deu saudade.Outro dia uma amiga me disse que se eu deveria fazer um livro a respeito dos meus pensamentos. Quem sabe... Enquanto isso não chega, estarão registrados aqui, onde ninguém poderá perdê-los! Nem mesmo a esquecidinha aqui.
De hoje em diante, espero que me surjam boas viagens! E que venham as histórias!!
Escrevi o poema há uns quase 20 anos!! Estava ainda, há uns três, guardado numa agendinha que a minha mãe tinha - daquelas que a gente faz com a nossa foto quando pequeno e presenteia a pobre da mãe, que tem que mantê-la por 'sabelá' quanto tempo mais!!! -a minha mãe foi bem menos hipócrita que as outras (me perdoem as mães) e foi logo dizendo assim que eu perguntei da tal agendinha em que eu guardava as bobagens adolescentes: "Ah.... vou lá saber onde isso anda?!?" E lá se foi meu baú de lembranças adolescentes....
Bem, na época só escrevi 'A Irmã do sonho'; sem pensar muito no que estava rabiscando (só agora sei que especula-se que a irmã do sonho seja a MOOOOOORRRRTEEEE!!) Não, eu não gostava de vampiros. (Aliás, essa 'onda' "we shall die together and be burried in love in a nordic land" nem passava pelas nossas cabecinhass!!) Eu gostava muito de escrever e só. Ao final percebi que havia ficado encantada com o resultado de A Irmã do Sonho e pensei em guardar para, quem sabe, um dia publicar... Sonho arruinado pela minha mãe, digamos, nada apegada ao mundo material que eu mesma produzi - traumatizei, mãe!
Lembro de alguns trechos soltos de 'A Irmã do Sonho', tais como: (...)sonha em vê-la linda com seu vestido de rosas (ou cheiro de rosas), mas o final era arrebatador! Era mais ou menos assim: (...) um dia nos encontrar e quem sabe iremos, juntos, sonhar." Pensando bem, parece mesmo que eu falava da morte, não? Mas... "só escreveu isso, Si?" Não. Escrevi muito mais! Muito mais! Tudo na bendita agendinha, mãe! Lembro de algumas outras coisas: 'Eu sou o que em sua voz ressoa (não lembro mais nada desse...), 'Essa água que cai, limpa, dignifica, quebra o coração com eterna adoração... É incauta e mata. Mostre sua voz, veloz, e desça em forma de lágrima' (lembrei bastante desse aí!). Ah, tantos outros! Hoje alguns já parecem bem simples, mas eu passava boa parte do meu tempo me dedicando a colocar no papel (nossa, é mesmo!! Era no papel!) tudo o que eu pensava.
Deu saudade.Outro dia uma amiga me disse que se eu deveria fazer um livro a respeito dos meus pensamentos. Quem sabe... Enquanto isso não chega, estarão registrados aqui, onde ninguém poderá perdê-los! Nem mesmo a esquecidinha aqui.
De hoje em diante, espero que me surjam boas viagens! E que venham as histórias!!
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